segunda-feira, 26 de junho de 2017

Entrevista com o autor Rodrigo Carvalho

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A entrevista de hoje é com o autor Rodrigo Carvalho, que é nosso parceiro.

1- Qual ou quais gênero(s) literário(s) você gosta de escrever? 
R: Gosto muito de escrever contos de terror. O terror realmente me fascina. Filmes, histórias, lendas... mas para livros realmente acho complicado escrever terror porque, pra mim, para ser bom precisa ser uma história envolvente e rápida. Já li livros de terror e foram poucos que me agradaram. Mas contos de terror me fascinam. Para livros, prefiro histórias com muita ação ou, principalmente, fantasia, do estilo saga mesmo, como “O Senhor dos Anéis” e “Harry Potter”. 

2- Quais seus escritores preferidos? Você se inspira neles quando escreve? 
R: Meu escritor favorito é o Edgar Allan Poe. Acho o estilo do Poe de escrever único, já que ele coloca uma pessoa totalmente incomum, que beira a loucura, em um mundo normal. E narrava em primeira pessoa, sendo a própria pessoa enlouquecida ou um acompanhante da história, então você acompanha a loucura do personagem com muito mais afinco e proximidade. Para escrever contos de terror, me baseio bastante nele e em outros autores da área, como H. P. Lovecraft e Stephen King.
3- Quais foram seus passatempos que te levaram a se tornar um escritor?
R: Desde que me entendo de gente, lembro de dizer aos meus pais que seria ser escritor quando crescesse. Sempre fui a criança que ficava em casa e sempre ganhava brinquedos nas festividades e, para brincar com eles, era necessário criar histórias. Então juntava todos os brinquedos que tinha e criava uma história com todos eles, ainda que um fosse astronauta e o outro do Exército, por exemplo. Sempre fui bastante criativo, então acho que é algo natural meu. Quando fui crescendo, me desapeguei dos brinquedos e passei para o computador, onde fui dar vazão à minha criatividade escrevendo as aventuras que criava. Dali pro primeiro livro foi um pulo.
4- De onde tira inspiração para as histórias e para os personagens? 
R: Eu sempre tive bastante imaginação para criar histórias, então qualquer fato pode se tornar parte de uma história minha. Normalmente eu sempre imagino algo de diferente ou extraordinário acontecendo em uma situação cotidiana, como uma viagem ou uma saída com os amigos, que faria com que todos caíssem em uma história de terror.
5- O que em sua vida mudou à partir do momento em que decidiu que queria seguir a carreira de escritor? 
R: Acho que o que mais mudou em minha vida foi como as pessoas ao meu redor, familiares e amigos, passaram a me enxergar. Primeiro, a aceitação que eu era escritor e queria viver essa vida, seja por hobby ou por profissão. Muitos aceitaram e incentivaram a escrita logo de cara. Outros me incentivaram a desistir que, claro, não os ouvi. Mas, pra mim, o que mais mudou foi que as pessoas passaram a me ver como “a pessoa que mete medo nos outros”, já que escrevo histórias de terror. Até hoje tem pessoas que me olham torto quando descobrem que escrevo contos de terror.
6- Que conselho você daria à alguém que deseje se tornar escritor? 
R: Não é fácil ser escritor no Brasil. Normalmente, acreditamos que enviaremos o nosso primeiro livro para uma grande editora, eles aceitarão e seremos os próximos best-seller. O caminho é bastante difícil, principalmente em um país que leitura não é o forte, principalmente de autores nacionais. Se especializar mais no assunto, estudar mais, corrigir falhas, juntar um grupo de amigos que leem o livro e corrijam eventuais erros, são necessários. Hoje temos a facilidade das mídias sociais que nos auxiliam bastante. Investir em networking, a meu ver, é imprescindível na atualidade. Mas, acima de tudo, muito trabalho, foco e fé são a chave do sucesso.
7- Como é o seu processo de criação? 
R: Como a imaginação é maior que a possibilidade de escrever, eu sempre anoto em um caderno que sempre anda comigo as ideias para histórias que vão surgindo em minha cabeça, seja de contos, seja de livros. Daí, pouco a pouco vou amadurecendo e corrigindo a ideia, até que se torna, a meu ver, uma história pronta para escrita. Surgindo tempo suficiente para escrever a história, eu a escrevo. 
8- O que você espera do lançamento de seu próximo livro? 
R: O meu próximo livro é uma trilogia de fantasia. Algo que demorou bastante tempo e que, certamente, ainda me tomará, já que ainda serão escritos e lançados dois outros livros. É um produto que trabalhei durante anos com diversas histórias diferentes até criar em algo que eu tenha gostado. Eu espero que o público goste e se apaixone pela história da mesma forma que eu apaixonei por ela desde o início de sua criação.
9- Ler é indispensável para ser um bom escritor ou pode atrapalhar? 
R: Ler é imprescindível para um escritor, já que a leitura abre nossas mentes para novas histórias, novas formas de escrita e, também, para o português. O português é uma língua difícil e traiçoeira. Saber mais dele é essencial para um escritor.
10- Para você, o que seus leitores significam? 
R: Meus leitores são minha paixão. Não tem coisa melhor do que ler um feedback de leitor que diz que adorou minha história e que se apaixonou por ela, seja um conto, seja um livro. Meus leitores são tudo para mim. 

E ai? O que achou da entrevista? Deixe sua opinião nos comentários.

4 comentários:

  1. Oi oi Laura,
    adorei a entrevista. Espero ler mais sobre o autor pelas redes sociais. Achei ele um cara muito centrado, porque já queria desde jovem ser escritor.

    ➳ Beijoss, Enjoy Books

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  2. Oie

    Eu adorei a entrevista!!
    Não conhecia o autor, mas falando em terror, já é comigo!!!
    Desejo todo sucesso!

    Fernanda
    http://condutaliteraria.blogspot.com.br/

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  3. Tem indicação pra vc lá no blog

    http://condutaliteraria.blogspot.com.br/2017/06/indicados-ao-versatile-blogger-awards.html

    bjs
    Fernanda

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  4. Adorei a entrevista e não conhecia o autor também! Gostei bastante <3

    Beijos,
    Próxima Primavera

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